quarta-feira, 30 de março de 2011

terça-feira, 29 de março de 2011

segunda-feira, 28 de março de 2011

Informação inútil...

A comida demora 7 seg a passar da boca ao estômago. O cabelo consegue aguentar até 3kg. O comprimento do pénis é 3x o comprimento do polegar. O fémur é tão duro como o cimento. O coração das mulheres bate mais depressa. As mulheres piscam 2x mais os olhos. Usamos 300 músculos para manter o equilíbrio. As mulheres leram o texto inteiro... O homem continua a olhar para o seu polegar.

Jason Castro - Somewhere Over The Rainbow - Studio Version

sábado, 26 de março de 2011

Inti Illimani - El Pueblo Unido




Dedicada ao Jorge Carvalheira que me "intimou" a repristinar este blogue!

Canalhas

Até na canalhice há graus:
Um Canalha que se preze e por quem podemos apaixonar-nos, é sempre um canalha bem parecido.
Um vulgar canalha não desperta amores, não deixa saudades, é feio e tem mau hálito. As mulheres não se apaixonam por vulgares canalhas!

sexta-feira, 25 de março de 2011

terça-feira, 22 de março de 2011

segunda-feira, 21 de março de 2011

À rasca?




Faz cá falta a Maria Antonieta, para os mandar a todos à casa de banho!

(ilustração tirada da net)

Paisagem




Passavam pelo ar aves repentinas,

O cheiro da terra era fundo e amargo,

E ao longe as cavalgadas do mar largo

Sacudiam na areia as suas crinas.



Era o céu azul, o campo verde, a terra escura,

Era a carne das árvores, elástica e dura.

Eram as gotas de sangue da resina

E as folhas em que a luz se descombina.



Eram os caminhos num ir lento,

Eram as mãos profundas do vento,

Era o livre e luminoso chamamento

Da asa dos espaços fugitiva.



Eram os pinheirais onde o céu poisa,

Era o peso e era a cor de cada coisa

A sua quietude, secretamente viva,

E a sua exalação afirmativa.



Era a verdade e a força do mar largo,

Cuja voz, quando se quebra, sobe,

Era o regresso sem fim e a claridade

Das praias onde a direito o vento corre.







Sophia de Mello Breyner Andresen

(Foto de Albino Madaíl)

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Eis-me

Tendo-me despido de todos os meus mantos

Tendo-me separado de adivinhos mágicos e deuses

Para ficar sozinha ante o silêncio

Ante o silêncio e o esplendor da tua face



Mas tu és de todos os ausentes o ausente

Nem o teu ombro me apoia nem a tua mão me toca

O meu coração desce as escadas do tempo em que não moras

E o teu encontro

São planícies e planícies de silêncio



Escura é a noite

Escura e transparente

Mas o teu rosto está para além do tempo opaco

E eu não habito os jardins do teu silêncio

Porque tu és de todos os ausentes o ausente







Sophia de Mello Breyner Andresen, Livro Sexto (1962)

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Isto de ser mulher...


Uma amiga confessava-me esta semana a vontade de atirar com a toalha ao ringue...
A cada novo caso, a cada novo amor, entrega-se, dedica-se, cuida, protege, mima, oferece, preocupa-se, é solidária, em suma, ama!
Um dia destes, o útlimo "caso" dizia-lhe embevecido:
_Querida, sabes-me bem!
E fez-se luz nela. Aquela eterna falta de um não sei o quê, a sensação de que nunca nada é completo, a frustração velada de que dá mais do que aquilo que recebe, percebeu-a ela ali com toda a evidência, naquelas três palavrinhas.
E cansou-se de ser a que sabe bem, de ser a que massaja o ego, de ser a que dá.
Eu, pelo que me diz respeito, estou farta de lhe dizer, a ela e a todas as amigas com quem falo sobre o assunto:
Meninas, no amor aprendam a ser homens!

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

terça-feira, 12 de outubro de 2010

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Viva a República!


Dia Mundial Dos Professores

Saudação da FENPROF a todos os Professores

Vergílio Ferreira...

"Não se pode verdadeiramente admirar senão quem está longe. Porque só a distância nos garante que não cheire mal da boca"

5 de Outubro , Dia Mundial do Professor

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

terça-feira, 31 de agosto de 2010

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Seiva da Vida


Chegas
Entras nos meus olhos com ternura
Vestes nosso abraço de infinito.

Sei-te
Solto-te
Solto-te no vento
E traço nele a tua amargura.

Noite da minha aldeia
Cheiro de eucalipto
Canção do luar
Calor da terra.

Tenho-te
Silencio-te no mar
E navego nele a tua doçura

Amo-te
Projecto-te nas estrelas
E desenho nelas tua figura

Noite do mundo
Resina da serra
Seiva da vida
Gritos de dor
Gritos de amor

Sol sereno
Do dia do mundo
Cresce o pinheiro
Torna-o fecundo

Que eu grito de amor
Que eu grito de dor

-um sonho de vida!


Manuel Chamadoiro

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Procuro-te




Procuro a ternura súbita,
os olhos ou o sol por nascer
do tamanho do mundo,
o sangue que nenhuma espada viu,
o ar onde a respiração é doce,
um pássaro no bosque
com a forma de um grito de alegria.

Oh, a carícia da terra,
a juventude suspensa,
a fugidia voz da água entre o azul
do prado e de um corpo estendido.

Procuro-te: fruto ou nuvem ou música.
Chamo por ti, e o teu nome ilumina
as coisas mais simples:
o pão e a água,
a cama e a mesa,
os pequenos e dóceis animais,
onde também quero que chegue
o meu canto e a manhã de maio.

Um pássaro e um navio são a mesma coisa
quando te procuro de rosto cravado na luz.
Eu sei que há diferenças,
mas não quando se ama,
não quando apertamos contra o peito
uma flor ávida de orvalho.

Ter só dedos e dentes é muito triste:
dedos para amortalhar crianças,
dentes para roer a solidão,
enquanto o verão pinta de azul o céu
e o mar é devassado pelas estrelas.

Porém eu procuro-te.
Antes que a morte se aproxime, procuro-te.
Nas ruas, nos barcos, na cama,
com amor, com ódio, ao sol, à chuva,
de noite, de dia, triste, alegre — procuro-te.

Eugénio de Andrade, in "As Palavras Interditas"

terça-feira, 20 de julho de 2010

Revisão Constitucional


O yupie envelhecido Pedro Passos Coelho, quer mudar a constituição! Foi aliás a primeira "medida" anunciada, quando se viu líder lá do partido dele.Eu acho que sim, faz bem ser assim voluntarioso! É apanágio do partido que lidera, ter desses grandes desígnios.

Ainda não li o texto da proposta mas pelo que foi divulgado nas notícias, talvez fosse melhor ao PPC ou PSD ou lá o que é, suspender ou abolir a Constituição, pois os direitos fundamentais que ela garante, são de facto um grande incómodo para essa gente.

É aborrecido que toda a malta tenha hipótese de se tratar num hospital, dá despesa, é chato! E educar milhares de indigentes que consomem recursos, batem nos profs e não querem aprender, também me parece pouco inteligente! Até porque seria bem mais prudente deixá-los ignorantes, de preferência não alfabetizados... Isso sim, isso seria genial!

Por outro lado, alguém vê diferença entre o conceito de "justa causa" para despedimento e o de "razão atendível"? Diferenças, diferenças não há nenhumas, pelo menos para PPC e restante comandita que não vive na pele a precariedade, a coacção diária, o sentimento de que ter um emprego é um benefício em vez de um direito social...

É que a justa causa, meus amigos, está tipificada na lei laboral! Razões atendíveis são um conceito indeterminado que tanto pode ter a ver com o cu, como com um nariz adunco... Eu por exemplo tenho uma razão atendível para não votar no Passos Coelho nem noutros parecidos com o Passos Coelho!

E que ninguém se iluda com a afectada indignação do actual primeiro ministro perante estas arrojadas propostas, pois estes vão ficar com o odioso de terem proposto, mas os outros vão esfregar as mãos de contentes, sempre a posarem de virgens ofendidas, com o fim do Estado Social.

Como diria o meu Faceamigo Gonçalo Vaz, é oficial, estes tipos são uns escroques!

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Cais...

Foto de Albino Madaíl

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Chet Baker - I Remember You

O Teu Olhar nos meus Olhos

Sempre onde tu estás
Naquilo que faço
Viras-te agarras os braços

Toco-te onde te viras
O teu olhar nos meus olhos

Viro-me para tocar nos teus braços
Agarras o meu tocar em ti

Toco-te para te ter de ti
A única forma do teu olhar
Viro o teu rosto para mim

Sempre onde tu estás
Toco-te para te amar olho para os teus olhos.

Harold Pinter, in "Várias Vozes"